E lá se vai 1 ano desde que resolvi evitar ao máximo o uso de papéis.
O que mudou de lá para cá:
1) Documentos: continuo recebendo quase todas faturas e extratos por e-mail e pagando via internet banking. Digitalizo tudo o que ainda recebo em papel e precisa ser arquivado.
A minha grande descoberta do ano passado foi o Dropbox. Arquivo e organizo tudo por lá e evito a bagunça dos arquivos duplicados no meu computador.
– Antes tínhamos uma gaveta inteira para os documentos e com a simplificação pude mudar tudo para uma caixa só. Economia de tempo e de espaço!
2) Textos e artigos acadêmicos: assim que terminei a faculdade me deparei com uma caixa extra grande cheia de papéis, artigos e anotações. Minha decisão de manter somente arquivos digitalizados (e somente o que fosse essencial) não poderia ter sido mais acertada, já que pouquíssimas vezes precisei consultar algo.
– Para as leituras atuais: impressão só em último caso. Leio e faço anotações diretamente nos arquivos pdf, no meu computador ou no ipad, através do app Goodreader (sincronizado com o Dropbox). Para quem costumava imprimir, ler e sublinhar para depois fazer um resumo, posso dizer que até meu método de estudos foi simplificado!
3) Livros e revistas: depois de levar 4 remessas de livros praticamente novos a um sebo aqui da cidade (muitos, muitos livros técnicos que tinham sido pouco utilizados!), passei a usar mais o kindle no ipad e tenho tentado limitar as compras ao “necessário”. Ou ao espaço das minhas prateleiras.
A mesma regra é válida para as revistas: versão digital sempre que possível, exceto a Casa e Comida, que eu gosto mesmo de folhear.
* Este é o ponto que ainda não está 100% na minha opinião, pois embora ache as leituras digitais bem práticas, confesso que ainda tenho uma forte tendência a me distrair com o ipad em mãos.
4) Fotos: eu costumava me sentir super culpada por nunca imprimir fotos (parei de imprimir em 2005!), mas quando resolvi simplificar minha vida, percebi que este era um sentimento sem sentido. Ainda tenho sim vontade de montar um livro no Blurb, mas enquanto a ideia não sai do papel, virou regra manter as fotos devidamente organizadas. Chega de mil cliques da mesma cena, de fotos borradas e tremidas, de fotos feias. Assim que faço download, elimino tudo o que não quero, renomeio e organizo nas devidas pastas. Com memórias e sem culpas :)
5) Receitas: taí outra coisa que eu nunca consegui manter: um caderno de receitas. Quando criança adorava passar as receitas da minha mãe a limpo, depois de casada, nunca tive um caderno de receitas decente. O máximo da organização que consegui foi um fichário, com folhas plásticas (pra não manchar os papéis!) e receitas geralmente impressas. Ainda assim (e apesar de amar o fichário), devo admitir que meu melhor sistema de armazenamento de receitas até hoje é o Evernote.
Copio as receitas direto no respectivo caderno (separo por doce, salgados e afins) e levo o ipad comigo para cozinha. Se a receita não for aprovada, bye bye. Para copiar as receitas, uso a extensão Evernote Web Clipper (uso o Chrome), que já copia também os devidos links e créditos.
6) Anotações e afins: Como o nome do blog sugere, eu sou uma pessoa que curte caderninhos. Sempre curti. O problema é que espaço é limitado e chegou um momento em que comecei a questionar por que eu precisava de tantos bloquinhos e cadernos assim. Resultado: mantive alguns registros de viagens e dei tchauzinho para todo o resto. Anotações e rascunhos (inclusive de posts aqui do blog), rotinas, endereços, roteiros de viagem, adubação de orquídeas, ideias e inspirações, tudo, tudo o que preciso anotar, vai direto para o Evernote, que tem a vantagem de poder ser acessado em qualquer lugar. Ainda não me livrei dos post-its, mas aos poucos chego lá :)
E vocês, já implementaram mudanças para uma vida com menos papéis?
*Para ler o que escrevi sobre o assunto no ano passado:
– Praticando o desapego: livros.
Um comentário sobre “1 ano – quase – sem papéis”
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